Conforme amplamente noticiado, recentemente o Supremo Tribunal Federal - STF confirmou o fim da obrigatoriedade da cobrança da Contribuição Sindical, taxa que custeia o sistema confederativo. Apesar de essa decisão interferir na vida de muitos trabalhadores, alguns a comemoram, acreditando que isso será o fim das entidades, sem sequer imaginar que, a partir desse ato, as normas convencionais venham a atingir somente os contribuintes ou quem sabe apenas seus filiados. Afinal, o que obrigaria um sindicato a negociar voluntariamente direitos para quem não reconhece o seu trabalho?

     Esse fato se dá porque, infelizmente, somos um povo que não tem cultura corporativista que se expressa pela defesa dos interesses de uma categoria. Pelo contrário, somos individualistas e raramente buscamos a filiação às entidades que nos representam. É mais cômodo aguardar que os outros resolvam essas questões por nós.

     Muitos, inclusive, desconhecem que no início do século XX, era comum ver casos de uso de mão de obra forçada, além do trabalho com jornada de 14, 15 e até 16 horas diárias. E isso com salários irrisórios. Não sabem que os avanços começaram exatamente com o surgimento dos sindicatos, quando os direitos foram sendo conquistados ao longo dos anos e por meio de suas lutas.

     Alguns acreditam que as garantias como férias, licença-maternidade, horas-extras, adicional noturno, planos de saúde/odontológico e pisos salariais diferenciados (para técnicos, executivos e bilíngues no caso do SISDF), existem por benesse dos patrões (ou de governo) e não sabem quantas batalhas foram travadas por todo movimento sindical na busca dessas e de outras conquistas.

     Assim, a partir de agora, os profissionais secretários precisarão decidir se querem, ou não, a exclusividade de representação dos sindicatos de secretárias e secretários ou se preferem ficar sem quem os represente.

     E essa decisão passa inicialmente pela filiação. É pelo número de sindicalizados que se mede a força de uma entidade. Também podem autorizar a empresa a fazer o desconto da Contribuição Sindical e não fazer oposição, quando for o caso, à Contribuição Assistencial. Essa após a assinatura da convenção coletiva: a norma que garante os direitos adquiridos e buscam, na medida do possível, novos benefícios.

     Ou seja, o custeio e a sobrevivência dos sindicatos é cada vez mais uma decisão individual. Comprovadamente, no caso do Sindicato das Secretárias e dos Secretários do DF, somente uma das contribuições não o sustenta durante o ano todo.

     Ressaltamos que é com muito trabalho que a entidade mantém sua luta pela valorização dos profissionais secretários, atuando com total consciência de representar uma profissão de excelência e de grande importância. No entanto, para continuar buscando mais direitos, como a manutenção da obrigatoriedade de homologação da rescisão, precisa contar com a parceria dos profissionais secretários. Só conjuntamente pode-se obter as vitórias como os salários diferenciados, mais condizentes com a profissão.

     Portanto, contribua para o fortalecimento do secretariado. Associe-se ao SISDF e ajude-nos a continuar lutando ainda mais por você e pela categoria.

Secretárias também comemoram seu dia, 30 de setembro

Rais mostra que profissão tende a aumentar a cada ano. Em 2005, o número de profissionais era de 200.929. Um ano depois, passou para 202.670. A remuneração média também subiu

Elas assessoram os executivos no desempenho de suas funções, gerenciam informações, auxiliam na execução de suas tarefas administrativas e em reuniões, marcam e cancelam compromissos. Entre um dia e outro, estas profissionais - somente em 2006 eram mais de 200 mil em todo o País, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - têm sua data comemorada no dia 30 de setembro.

Para os profissionais de secretariado a constituição do Conselho Profissional além de fiscalizar o exercício profissional irá instituir o sigilo profissional, para coibir os abusos cometidos contra esses profissionais.

Em razão de suas atribuições, o profissional de secretariado exerce, fundamentalmente, uma função de confiança dentro de qualquer organização. Guardiões e gestores de informações, esses profissionais, cuja atuação não se enquadra nas funções de mero expediente, precisam urgentemente estabelecer um código de ética - com força de lei - e instituir o sigilo profissional.

A profissão de secretária e secretário executivo está regulamentada desde 1985, mas até hoje os profissionais lutam pela criação de um Conselho Nacional, com poder de fiscalização, para impedir que a profissão seja exercida por pessoas não habilitadas.

A questão foi colocada na sessão solene que comemorou nesta manhã, na Câmara Legislativa, o Dia da Secretária, 30 de setembro. A presidente do Sindicato das Secretárias e dos Secretários do Distrito Federal, Maria Normélia Nogueira, lembrou que há dez anos existem cursos superiores para formação desses profissionais no DF, mas as empresas continuam não fazendo distinção entre formados e não formados.

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SEM A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL OBRIGATÓRIA: E AGORA?

     Conforme amplamente noticiado, recentemente o Supremo Tribunal Federal - STF confirmou o fim da obrigatoriedade da cobrança da Contribuição Sindical, taxa que custeia o sistema confederativo. Apesar de essa decisão interferir na vida de muitos trabalhadores, alguns a comemoram, acreditando que isso será o fim das entidades, sem sequer imaginar que, a partir desse ato, as normas convencionais venham a atingir somente os contribuintes ou quem sabe apenas seus filiados. Afinal, o que obrigaria um sindicato a negociar voluntariamente direitos para quem não reconhece o seu trabalho?

     Esse fato se dá porque, infelizmente, somos um povo que não tem cultura corporativista que se expressa pela defesa dos interesses de uma categoria. Pelo contrário, somos individualistas e raramente buscamos a filiação às entidades que nos representam. É mais cômodo aguardar que os outros resolvam essas questões por nós.

     Muitos, inclusive, desconhecem que no início do século XX, era comum ver casos de uso de mão de obra forçada, além do trabalho com jornada de 14, 15 e até 16 horas diárias. E isso com salários irrisórios. Não sabem que os avanços começaram exatamente com o surgimento dos sindicatos, quando os direitos foram sendo conquistados ao longo dos anos e por meio de suas lutas.

     Alguns acreditam que as garantias como férias, licença-maternidade, horas-extras, adicional noturno, planos de saúde/odontológico e pisos salariais diferenciados (para técnicos, executivos e bilíngues no caso do SISDF), existem por benesse dos patrões (ou de governo) e não sabem quantas batalhas foram travadas por todo movimento sindical na busca dessas e de outras conquistas.

     Assim, a partir de agora, os profissionais secretários precisarão decidir se querem, ou não, a exclusividade de representação dos sindicatos de secretárias e secretários ou se preferem ficar sem quem os represente.

     E essa decisão passa inicialmente pela filiação. É pelo número de sindicalizados que se mede a força de uma entidade. Também podem autorizar a empresa a fazer o desconto da Contribuição Sindical e não fazer oposição, quando for o caso, à Contribuição Assistencial. Essa após a assinatura da convenção coletiva: a norma que garante os direitos adquiridos e buscam, na medida do possível, novos benefícios.

     Ou seja, o custeio e a sobrevivência dos sindicatos é cada vez mais uma decisão individual. Comprovadamente, no caso do Sindicato das Secretárias e dos Secretários do DF, somente uma das contribuições não o sustenta durante o ano todo.

     Ressaltamos que é com muito trabalho que a entidade mantém sua luta pela valorização dos profissionais secretários, atuando com total consciência de representar uma profissão de excelência e de grande importância. No entanto, para continuar buscando mais direitos, como a manutenção da obrigatoriedade de homologação da rescisão, precisa contar com a parceria dos profissionais secretários. Só conjuntamente pode-se obter as vitórias como os salários diferenciados, mais condizentes com a profissão.

     Portanto, contribua para o fortalecimento do secretariado. Associe-se ao SISDF e ajude-nos a continuar lutando ainda mais por você e pela categoria.