Temos, reiteradamente, nos dirigido à categoria sobre a necessidade de custear os Sindicatos de Secretárias e Secretários e, mais especificamente, o do Distrito Federal. Isso porque a entidade realiza um trabalho pioneiro e, provavelmente, exclusivo no que diz respeito à cobrança do exercício da profissão somente por aqueles que são detentores do registro profissional. 

Essa singularidade ocorre desde que o SISDF conseguiu colocar nas Convenções Coletivas de Trabalho que anualmente firma com diversos segmentos econômicos, a proibição de contratação sem a devida habilitação, nos seguintes termos: "REGISTRO PROFISSIONAL - As empresas ficam terminantemente proibidas de contratar para as funções de Técnico em Secretariado e/ou Secretário Executivo, trabalhadores sem o Registro Profissional, obtido nas SRTEs/MTPS, exigido no Art. 6º da Lei 7.377/85 (modificada pela Lei 9621/96) de Regulamentação da Profissão."

Sabemos que algumas empresas insistem em não cumprir a lei de regulamentação e as normas convencionais, mas sempre que a entidade recebe denúncia com relação ao assunto, toma as providências cabíveis, inclusive ação judicial. Já são vários os processos em trâmite nesse sentido.

Por isso, a importância dos profissionais, mesmo os que não conhecem o verdadeiro papel do sindicato, entenderem que precisam mantê-lo para que não percam essa e as demais conquistas como os planos de saúde e odontológico entre outros.

Com a Reforma Trabalhista, a Contribuição Sindical deixou de ser obrigatória e como um grande número de profissionais secretários faz oposição à Contribuição Assistencial e também não se filia, o SISDF corre um grande risco de fechar as portas como já verificado em alguns estados.

Outra consequência nefasta, caso o sindicato sucumba, e não haja mais a CCT com a cláusula de cobrança da obrigatoriedade do registro, será o fechamento dos cursos de secretariado, como também tem ocorrido país afora. Dessa forma, é primordial que haja um entendimento geral do risco que estamos vivendo. Não podemos retroceder e, consequentemente, perder todas as conquistas obtidas nesses 33 anos de reconhecimento profissional.

A responsabilidade é de todos que amam o secretariado, seja profissional, discente, docente, coordenador de curso ou aposentado. Estamos nas mesmas circunstâncias, precisamos nos unir pela profissão. O perigo é eminente, contudo a decisão de evita-lo é de cada um.

O SISDF VAI SOBREVIVER?

Se for para fazer, temos que dar o máximo.

           Após a aprovação da Reforma Trabalhista, em novembro 2017, na qual foi retirada a obrigatoriedade da cobrança da Contribuição Sindical, instaurou-se uma grave crise nos sindicatos. Não bastasse isso, o atual governo editou, em pleno carnaval, a MP 873 e a manutenção das entidades está novamente no centro das discussões.
        A dúvida que está passando pela cabeça de muitos dirigentes sindicais, e também dos trabalhadores conscientes da situação, é: "meu sindicato vai sobreviver?" Não é exagero dizer que o plano das elites saiu exatamente como elas queriam ajudadas pela velha mídia que encabeçam grandes campanhas difamatórias contra as entidades sindicais. Aos poucos, dirigentes viram a opinião pública e grande parte dos trabalhadores se voltarem contra eles.
       No entanto, o governo não teria conseguido seu intuito se não tivesse conduzido a opinião pública a uma espécie de ódio em relação aos sindicatos. Os poderosos utilizam boatos e informações distorcidas como estratégias. Infelizmente, muitas delas funcionam porque o trabalhador não busca a realidade das informações. Alguns secretários, inclusive, quando falamos sobre a necessidade de contribuir e manter o SISDF, acusam-nos de coação.
       A realidade é que a categoria já foi mais conscientizada sobre esse assunto. Mas cabe-nos esclarecer e incentivá-los a pesquisar quais as conquistas obtidas e as perdas que terão caso a entidade deixe de existir, especificamente no que diz respeito aos pisos salariais, os mais altos do país, principalmente nas áreas de representatividade do SEAC e do SESCON (os maiores empregadores de secretariado no Distrito Federal).
       Contamos também com o apoio das instituições de ensino para que façam a devida conscientização dos estudantes da importância do trabalho efetuado por esta entidade e os incentivem a buscar o sindicato. É necessário entender que se não houver a cobrança do exercício da profissão existente nas Convenções Coletivas aqui no DF, os cursos tenderão a fechar. Quanto maior for o apoio da sociedade envolvida com o secretariado, mais força o SISDF terá. Mas isso só irá acontecer se a categoria estiver sempre bem informada.
       O movimento sindical precisa se apresentar novamente como um ator político legítimo e fundamental para a defesa dos direitos trabalhistas, atento ao atual momento contra o derretimento da sua estrutura e, em objeção à reforma da previdência, pois as perdas são nefastas principalmente para as mulheres.