Superar é preciso. Seguir em frente é essencial...
Clarice Lispector

     

      Sabemos que para vencermos na vida é preciso muito esforço. E, este ano, com as mudanças pós reforma trabalhista, a luta pelos nossos direitos exigiu, além disso, determinação e coragem. Muitos foram os obstáculos e adversidades, mas nada nos fez desistir de continuar o trabalho em prol da profissão e dos profissionais.           

     Atualmente, o sindicalismo brasileiro passa por um momento de renovação por conta das novas demandas, como a empregabilidade e, cada vez mais, a luta por condições dignas de trabalho, manutenção dos direitos e busca de novas conquistas.

     Se temos um sonho, será preciso entrega e muito suor para realizá-lo. Mas ninguém faz nada sozinho. E se queremos ser grande é importante que façamos um esforço coletivo. Por isso, reiteramos a importância das entidades representativas da categoria (sindicatos e federação). Sem elas, corremos o risco de perder as conquistas obtidas nesses mais de trinta anos pós-regulamentação. É urgente o entendimento da necessidade de união de toda família do secretariado, junto com as IEs que ministram cursos para os secretários, sobre esse assunto.

     É válido lembrar que sem os sindicatos não teremos Convenção Coletiva e, assim, não haverá pisos salariais diferenciados para técnicos, executivos e executivos bilíngues. Aqui no Distrito Federal deixará de existir a obrigatoriedade do registro profissional nas contratações. Consequentemente voltaremos ao passado onde qualquer pessoa podia exercer a profissão. Desta maneira ninguém mais irá buscar a qualificação como secretária e/ou secretário e os cursos tenderão a fechar como tem ocorrido em alguns estados.

     Certamente não queremos esse retrocesso e, por isso, continuamos a luta pela conscientização da categoria sobre a responsabilidade individual nessa caminhada. Portanto, faça a sua parte para que a entidade continue ajudando, direta ou indiretamente, a toda categoria. Como?  Contribuindo com as taxas sindical e assistencial e filiando-se, pois, como diz Clarice Lispector: "Seguir em frente é essencial".

                     UNIDOS SEREMOS FORTES E IMBATÍVEIS.

O SISDF VAI SOBREVIVER?

Se for para fazer, temos que dar o máximo.

           Após a aprovação da Reforma Trabalhista, em novembro 2017, na qual foi retirada a obrigatoriedade da cobrança da Contribuição Sindical, instaurou-se uma grave crise nos sindicatos. Não bastasse isso, o atual governo editou, em pleno carnaval, a MP 873 e a manutenção das entidades está novamente no centro das discussões.
        A dúvida que está passando pela cabeça de muitos dirigentes sindicais, e também dos trabalhadores conscientes da situação, é: "meu sindicato vai sobreviver?" Não é exagero dizer que o plano das elites saiu exatamente como elas queriam ajudadas pela velha mídia que encabeçam grandes campanhas difamatórias contra as entidades sindicais. Aos poucos, dirigentes viram a opinião pública e grande parte dos trabalhadores se voltarem contra eles.
       No entanto, o governo não teria conseguido seu intuito se não tivesse conduzido a opinião pública a uma espécie de ódio em relação aos sindicatos. Os poderosos utilizam boatos e informações distorcidas como estratégias. Infelizmente, muitas delas funcionam porque o trabalhador não busca a realidade das informações. Alguns secretários, inclusive, quando falamos sobre a necessidade de contribuir e manter o SISDF, acusam-nos de coação.
       A realidade é que a categoria já foi mais conscientizada sobre esse assunto. Mas cabe-nos esclarecer e incentivá-los a pesquisar quais as conquistas obtidas e as perdas que terão caso a entidade deixe de existir, especificamente no que diz respeito aos pisos salariais, os mais altos do país, principalmente nas áreas de representatividade do SEAC e do SESCON (os maiores empregadores de secretariado no Distrito Federal).
       Contamos também com o apoio das instituições de ensino para que façam a devida conscientização dos estudantes da importância do trabalho efetuado por esta entidade e os incentivem a buscar o sindicato. É necessário entender que se não houver a cobrança do exercício da profissão existente nas Convenções Coletivas aqui no DF, os cursos tenderão a fechar. Quanto maior for o apoio da sociedade envolvida com o secretariado, mais força o SISDF terá. Mas isso só irá acontecer se a categoria estiver sempre bem informada.
       O movimento sindical precisa se apresentar novamente como um ator político legítimo e fundamental para a defesa dos direitos trabalhistas, atento ao atual momento contra o derretimento da sua estrutura e, em objeção à reforma da previdência, pois as perdas são nefastas principalmente para as mulheres.