Alguns trabalhadores ainda não entenderam que a filiação a uma organização sindical deve ser de forma consciente e espontânea, com o intuito de fortalecer quem os representa e luta pela melhoria das condições de trabalho. No caso do secretariado é preciso averiguar primeiramente como era a profissão (ou função) antes da fundação dos sindicatos estaduais e da federação.

O maior exemplo dessa questão são os salários. E vamos nos dirigir àqueles que falam não precisar do SISDF. Não questionamos o “gostar” (ninguém é obrigado), mas o secretariado necessita, pelo menos, concordar que houve um grande avanço, resultado de anos de dedicação, empenho e esforço na busca pelo reconhecimento e pela valorização profissional.

Quando se fala que o sindicato não faz nada, no mínimo, o secretário / a secretária demonstra total desconhecimento de causa, pois a entidade é reconhecida (inclusive por empresas) por sua excelência quando se trata da luta em defesa da profissão e dos profissionais.

As organizações sindicais só serão fortes se seus representados tiverem a consciência de que seus dirigentes podem até buscar novas conquistas, mas fica muito mais difícil atingi-las se não houver a participação e a contribuição de todos. Principalmente nesse momento em que há um movimento para o enfraquecimento (ou até mesmo extinção) das associações classistas, notadamente as de cunho laboral.

Antes de criticar sem fundamentação e dizer que não gosta do sindicato, analise o que seria da profissão sem o trabalho desenvolvido. Muitos ainda questionam quais são as vantagens que terão ao se filiar, sendo que a maior delas é exatamente o fortalecimento da categoria. O SISDF não existe para ser usado quando há uma premência e descartado quando não precisa mais. Pelo contrário, é necessário o seu fortalecimento por meio da filiação e contribuições para que os benefícios conquistados durante anos não sejam perdidos.

Por isso, é essencial que haja a curiosidade de verificar o que está ocorrendo com as entidades nos estados e qual será a perda (sobretudo salarial) que haverá no caso de não ter mais o SISDF para negociar os pisos diferenciados, a contratação somente de quem possui registro profissional e demais conquistas. Depois, não vai adiantar um lamento.