Essa é uma questão que nos aflige e que temos falado constantemente. Somos sabedores que o SISDF, indiscutivelmente, é o maior aliado da categoria, mas convencer os profissionais da importância do sindicato é uma tarefa árdua. Isso porque há uma campanha muito dura para estigmatizar a luta sindical e, por isso, torna-se mais difícil mostrar para os trabalhadores que eles precisam da entidade para protegê-los, principalmente no momento dos ataques.

Muitos profissionais secretários esbravejam que o sindicato não faz nada e não contribuem porque não precisam da entidade, mas basta um dia de atraso de vale-transporte, ou de salário, para aqueles que mais o desprezam passem a enviar mensagem “pedindo socorro”. E ainda exigem uma resposta rápida. Isso sem falar que temos salários diferenciados por nível, obrigatoriedade de homologação assistida, o direito a incluir dependentes nos planos de saúde e odontológico com valores abaixo do mercado, dentre tantas outras conquistas e benefícios.

Alguns, inclusive, esquecem que já foram ajudados e por não estarem precisando, naquele momento, não pensam que podem necessitar novamente. Principalmente na terceirização são vários os exemplos desse “esquecimento”. Aí basta a empresa apresentar qualquer problema que imediatamente lembram que o SISDF existe e pode resolvê-lo. Vivemos o imediatismo e não visualizamos o futuro.

Na rotina do sindicato a crise é diária e as cobranças de ações chegam de todos os lados e os ataques ocorrem até mesmo dentro da base. Vários são os problemas a administrar, mas o maior deles é a falta de conscientização com relação ao custeio da entidade. Acreditamos que o movimento sindical é uma força que não pode parar, mas precisamos atuar todos juntos para que as dificuldades possam ser vencidas.

Infelizmente alguns acreditam que a filiação é somente para se favorecer das vantagens adquiridas como é o caso dos planos de saúde e odontológicos. Ignoram que existe um amanhã de incertezas. É como se o trabalho dos dirigentes, que algumas vezes sacrificam parte da sua vida ao trabalho sindical e às lutas para defender os direitos da categoria, não fosse visível. Ou seja, muitos parecem não enxergar nada daquilo que o sindicato faz e conquista.

Plagiando Larousse quando ele fala: “A ignorância é a mãe do preconceito e este é o pai de todas as tragédias sociais.", questionamos se precisaremos sucumbir (espera-se que não) para que a categoria entenda a importância do SISDF. E então não haverá nada mais a ser feito...