Essa é uma questão a ser discutida e precisa de muita atenção e esclarecimentos, principalmente porque, mesmo remotamente, há, sim, esse risco. O que não irá acabar será a função, pois, como todos sabem, o secretariar existe desde a época dos escribas, embora antigamente exercido por pessoas não habilitadas.

A profissionalização, ocorrida em 30 de setembro de 1985, caso não tenhamos a devida atenção, pode sucumbir e o melhor exemplo ocorreu ano passado, com a edição da MP 905/2019, que extinguia o registro profissional junto as SRTEs, sofremos um grande ataque.

Outra ação recente a qual nos chama a atenção é o Termo de Referência publicado pelo Ministério da Economia, que rege todas as licitações do governo federal (e normalmente é seguido pelos estados), mudando a nomenclatura de Secretário Executivo e Executivo Bilíngue/Trilíngue, para Secretário I e II. Seria isso uma forma de burlar a contratação de profissionais habilitados?

Apesar de todos os esforços da Federação Nacional de Secretárias e Secretários junto com os Sindicatos da categoria, infelizmente ainda não se conseguiu a criação do Conselho, órgão que, além de ter a prerrogativa de fiscalização do exercício da profissão, certamente fortaleceria a conquista da profissionalização.

Aliás, o risco eminente é primordialmente pelo enfraquecimento do movimento sindical devido ao fato de muitas entidades representantes dos secretários nos estados já terem fechado as portas como é o caso do de Minas Gerais, Rio de Janeiro, ABC/SP, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Paraíba etc, e a inatividade de outros como o do Amazonas, Pará, Amapá, dentre tantos.

Há algo a ser feito? Precisa-se que os profissionais de secretariado tomem consciência do risco da perda, para que se unam pela recriação das organizações inativas e se juntem às ainda existentes, para um trabalho sólido como quando da luta pela promulgação da lei de regulamentação.

É necessário saber que nada vem de graça, tudo depende de entrega, sacrifício, doação, mas principalmente do amor pela profissão. Com o fechamento das entidades, várias Instituições de Ensino estão fechando os cursos de secretariado e isso é um grande retrocesso.

Muitos vão dizer que o sindicato nunca os procurou, mas a pergunta é: você conhece a entidade que lhe representa? Já fez alguma visita? Ofereceu-se para desempenhar algum trabalho? Participa das ações desenvolvidas como é o caso das assembleias? É filiado? Se o for, paga a anuidade/mensalidade em dia? Esses são alguns dos principais passos para o fortalecimento da organização.

A maior queixa é: o sindicato não faz nada. Isso implica que a categoria também não está fazendo nada. Para se desenvolver qualquer trabalho, depende-se primeiramente do fortalecimento por meio da sua manutenção feita por meio do pagamento da anuidade/mensalidade e demais contribuições instituídas. Para cobrar alguma ação, é necessário, no mínimo, ser filiado, ser filiada. A continuação das entidades passa inicialmente por essa questão.

Alguns vão alegar falta de tempo. Os que estão e/ou estiveram à frente dos trabalhos no sindicato são tão secretários como você e, a grande maioria, sempre exerceu a profissão. Ou seja, quando se quer, nada é empecilho